sábado, 24 de janeiro de 2009

O fim, por Reinaldo Santos Neves.

Diogo Mainardi sempre diz que a literatura brasileira só tem um escritor: Machado de Assis. Eu acho que tem dois: Machado de Assis e Reinaldo Santos Neves. E não tem nada a ver com ele ser capixaba. O fato de ele ser capixaba como eu é mera coincindência.Gostaria de sua obra da mesma forma sudanês, jamaicano ou francês.Não gosto e nem desgosto de nada por meras coincidências.
Ao fim da minha monografia li, mais uma vez, seu livro sueli: romance confesso.Encotrei la um trecho que descrevia com exatidão meu sentimento em relação a minha monografia.Com a palavra, Senhor Reinaldo Santos Neves:
(...) um último toque de capricho desse poeta que é o acaso.Sim, tudo isso era para ser escrito, com riqueza de detalhes e artíficio,mas Tália está cansada,e eu também.Não tenho mais ânimo, energia, coragem disposição, paciência, amor, não tenho mais conteúdo para investir nesse romance confesso.Tudo que quero é agora deixar para trás sua difícil companhia: tempo já não é de cada qual seguir seu lado.Posso até,de vez enquanto, vir a lembrar-me com certa nostalgia dos dias em que estive a serviço deste romance, ajundando-o como autor a se escrever: mesmo afastado, mesmo sem ter a ver com ele nunca hei de esquecer o romance chamado Sueli, de Reinaldo Santos Neves.Mas agora chega: o romance extraiu de mim tudo que pôde: estou seco e estéril. Assim, já que estou acabado para o romance, para mim o romance está acabado também.Nem mais uma palavra seja aqui dita por escrito, a não ser- imprima-se.

Um comentário:

  1. Oi Osvaldo, tudo bem? Cai por aqui pesquisando Reinaldo Santos Neves. Vc tem contato com ele? Abração. Aguardo respostas.

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